quarta-feira, 29 de julho de 2009

Fragmento

Os leios secos sentem
saudades das águas

serenas

Que as chuvas deitam ao solo
E as nascentes dão à luz

As folhas revereciam a brisa
que percorre galhos retorcidos

Fragmento

Quando foi que meus anos passaram por mim?
Quando o futuro tornou-se passado?
Terá sido no ano dois mil?
Não vivemos no passado,
mas ainda não vivemos no futuro.
Vivemos um breve instante
onde a espectativa se transforma em memória.
O futuro é uma promess cada vez menor.
Esvai-se com os anos.
E o passado deveria ser uma lembrança
cada vez maior e mais aconchegante.
Mas esquecemos dos fatos
e as memórias trazem saudades e remorsos.